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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
RECEITA DE HERÓI
Receita de herói
Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim
Serve-se morto.
(Reinaldo Ferreira em "Portos de Passagem" - João Wanderley Geraldi, São Paulo: Martins Fontes, 1991)
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
AVALIAÇÃO: O QUE SE TEM QUE APRENDER COM ELA – CORRENDO COMO FORREST
Dia lindo em Curitiba, propício para auxiliar aquelas ideias adormecidas pelo frio e pelo desânimo vencerem a barreira e apontarem para o céu.
Ficou curioso com o tema? Pois é, o mundo da ficção me encanta. Ao ver um filme, eu penso “como o autor conseguiu pensar nessa cena” ou “como o diretor pensou no ângulo perfeito da câmera”, para mim, filme não é apenas um filme, considero como um início de novos pensamentos.
- Mas e o Forrest? Você pode estar se perguntando... então eu respondo nesse diálogo interno: - Espere o trailer...
Para mim, esse ano já está quase encerrado. Olhando para a lista de objetivos e metas, muitos foram conquistados, outros caíram no meio do caminho, pois percebi que em uma bifurcação da estrada, eu teria que deixá-los para seguir outras direções, outros que eram principais tornaram-se coadjuvantes, nem por isso são menos importantes, certo? Eu tinha duas grandes avaliações nesse ano, que eu estava me preparando para tal: banca de intérprete de Libras (PROLIBRAS) e a banca de qualificação do Mestrado. Antes da vida profissional e acadêmica, para mim, essas duas avaliações tinham uma conotação pessoal muito grande, faziam parte da minha caminhada.
Não é fácil saber que você está sendo avaliado. É um conflito muito grande em todos os momentos, que geram diversas reações, algumas bem desagradáveis, outras em que as pessoas do seu convívio são as mais atingidas, outras em que você mesmo se põe de castigo em um canto escuro da sala. Uma questão é certa: Você não consegue ficar indiferente.
Fui avaliada durante o ano inteiro. Não apenas pelos meus avaliadores de provas formais, mas por mim, pelos alunos, pelos familiares, estamos em constante avaliação. Porém, também fui avaliadora, tanto de provas formais quanto de informais.
Tive a oportunidade de ser avaliadora de uma banca para intérpretes de Libras do Paraná, assim como pré- banca de projetos de TCC e a banca de defesa de duas faculdades. Essas experiências foram realmente marcantes para mim (agora começa o filme Forrest Gump: o contador de histórias). O primeiro pensamento que eu tive ao ver os candidatos da banca de intérpretes, foi que há um tempo atrás, era que eu já estive ali. Foi na mesma época quando fiz a prova do PROLIBRAS (Exame de proficiência em Lingua Brasileira de Sinais realizado pelo MEC), então já deve imaginar quantos pensamentos passaram pela minha mente, com duas atuações tão diferentes em um espaço de tempo tão curto. Gostaria de ter mais tempo para elaborar essas questões na época, mas a vida não espera que você faça suas conclusões entre um filme e outro. Foram vários candidatos, vários olhares e inúmeras reações. Entre agradecimentos e saídas bruscas enfurecidas pelo resultado não esperado, sobrevivi e elaborei. Enquanto avaliadora, pude identificar nos candidatos sentimentos que eu já conhecia, mas até então estavam cobertos por uma névoa que apenas um dia de sol poderia dissipar: a insegurança de estar em frente a pessoas que tem conhecimento sobre essa área; as interpretações errôneas sobre olhares e expressões corporais; a euforia que não lhe deixa elaborar seu pensamento; a tremedeira que denuncia o que se passa dentro de você; a mão suada e a falta de ar em um oceano de oxigênio; o sentimento de estar sozinho no meio da multidão; as frases que elabora na tentativa de combater e proteger-se das críticas como “ele não sabe o que está dizendo” ou ainda “ele não sabe o que eu passei para chegar até aqui”; o problema de comunicação que aparece durante a avaliação, pois seus ouvidos funcionam, mas a mente está muito ocupada para decifrar e interpretar as perguntas da banca e depois da avaliação aquele sentimento de arrependimento por aquelas palavras que deveriam ser ditas mas não conseguiram sair ou ainda depois que sai da sala de avaliação a compreensão das perguntas realizadas. Ser avaliado, não é fácil.
Porém, consegui perceber que, ser avaliado é um processo da vida. Nos avaliamos, avaliamos aos outros, estão sempre pedindo nossa avaliação. Por isso, é até ilusório você pensar que não vai ficar nervoso.... você sempre fica! É a situação que te coloca assim, mas o mais importante que eu tirei dessa experiência de banca de qualificação, é o processo que vem depois. Você precisa filtrar as informações, decodificar você mesmo, é um processo de auto-conhecimento. Como eu digo para minhas queridas orientandas: Tremendo por dentro mas calmas por fora. Por isso, preste mais atenção nas avaliações que a vida lhe coloca, o mais importante de passar ou não passar, é o quanto você aprendeu sobre você mesmo, é sobre se reinventar, como melhorar, como fazer melhor, como ser melhor. A vida é como uma caixa de chocolates.... vc nunca sabe o que vai encontrar nela.
Às minhas orientandas Giselli, Elisa, Cíntia e Ivonete, parabéns!
As minhas avaliadoras Ana Cristina Guarinello, Rossana Finau, Ana Paula Berberian: Obrigada!
E a todos vocês, um grande abraço!
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sábado, 10 de setembro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O peregrino= tema de 2011
O peregrino – Sally Poubel
Sou somente um peregrino neste mundo
Pés descalços nessa areia que me cerca
Caminhando sobre os passos que nunca pisei
Desejando os mesmos sonhos desse Deus que me cerca
Mesmo que eu não possa ver a sua mão guiando meus caminhos
E me ampara sempre que eu não sei dizer o que virá nos dias que me seguem
Aprendi que o meu tesouro não se guarda
Onde a traça e a ferrugem os corroem
Guardarei meu coração das obras mortas
Esperando atentamente pelo Deus
Mesmo que eu não possa ver a sua mão guiando meus caminhos
E me ampara sempre que eu não sei dizer o que virá nos dias que me segue
Mesmo que o mal me perseguia
Que até a morte me leve
Eu sei que posso descansar
Pois o amor já me alcançou
Feliz 2011! Tudo de melhor para todos nós!
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domingo, 14 de novembro de 2010
Consumismo exagerado...
Saudações
Bom, amanhã vai ser o típico dia para uma mestranda que já modificou novamente o seu tema da dissertação, ou seja, FERIADO = ESTUDAR.
Mas, para me preparar para esse dia, nada melhor do que um filme com alguma crítica ao sistema.
Depois de pensar sobre a ditadura da beleza, nada melhor do quer falar sobre consumismo exagerado.
Por que vc consome? Já parou para pensar nisso? Em que momento vc desata a usar o cartão de crédito? Vc precisa realmente de tudo o que compra?
A questão central do marketing é gerar necessidades. Meu marido estava em uma reunião do emprego, em que o palestrante disse que, 20% das compras de carro estão relacionadas a um item muito importante na propaganda... tente adivinhar|: o carro? Não, tente outra vez.... a sensação de liberdade dirigindo o carro? Não, vc errou.... nada? Ok, vamos lá: AO CACHORRO! Ele me disse que o pessoal deu risada, aliás, tenho que achar esse dado, se quiser me ajudar! *obrigada*, mas ao cachorro!!! Ele nem dirige! Mas assim como o carro, mexe em uma questão de desejos da infância... se bem que aqueles labradores são lindos!
CONSUMO, é disso que estou falando! Por que compramos? Em inglês tem uma expressão que significa isso: shopaholic *shop-compras e aholic- deriva de alcoólico* como workaholic *pessoa viciada em trabalho*. Final de ano, os apelos comerciais começam...
13º. Serve para? Se vc responder comprar, assim como eu, reveja os seus conceitos!
Quão shopaholic vc é? Um dia eu escutei que *uma dessas vozes que fazem parte de nossa própria voz*, “ que saber o que é importante para vc? Descubra com o que mais gasta.”
Comprar é bom, porém pode ser nocivo. Quantas dívidas entramos sem pensar, só porque o cartão mágico que nem precisa de dinheiro está em suas mãos. É essa sensação de “não estou gastando dinheiro porque o dinheiro ainda está na minha carteira” é que engana, depois que vem a fatura, ai vc percebe que estar de volta ao passado com o Deloryan não seria má ideia.
Sobre isso, sugiro um filme: Os delírios de consumo de Becky Blomm (Confessions of a shopaholic), baseado no livro de Sophie Kinsella se vc gosta de comprar, mas se sente mal depois, é para vc! É uma comédia romântica q eu retrata bem o mundo em que vivemos. Ele me fez pensar, pense você também!!
Bom feriado! Lembre-se, você pode escolher, por isso vivemos em uma República!
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Leitura do livro “ A ditadura da beleza e a revolução das Mulheres “ Augusto Cury e algumas ideias
Olá!
Bom, hj lendo um dos meus primeiros e-books. Achei que não iria me acostumar a ler verticalmente, mas a mudança de suporte me fez perceber que precisamos mudar de conceitos de vez em quando. Claro que sinto falta da página, do grifo, de dobrar a orelha do livro, essas impressões o fazem ser meu, mas está sendo uma experiência diferente.
Gosto muito do Augusto Cury, sim conheço todas as críticas sobre ele: auto –ajuda demais, oportunista, filósofo demais... mas enfim, não ligo para isso, pois para mim, sempre que leio uma obra dele, me faz voltar a pensar em ideias que estavam há um tempo adormecidas.
*
*
Esse livro em especial trata do que a mídia tem feito com o inconsciente das mulheres. Em busca do padrão inatingível de beleza enquanto as que estão de vitrine desse padrão estão doentes e anoréxicas. Já percebeu quantas mulheres são tristes ou sentem vergonha de ir à praia por se sentirem fora do padrão. Quando se olham no espelho, percebem mais defeitos que qualidades, o espelho torna-se o reflexo de um inconsciente que está povoado de uma série de imagens ditas padrões e perfeitas.
*
*
Quanto mais infelizes, mais em busca de consumismo, aí gera o ciclo vicioso...
Gosto do filme “De repente30” ,
é bem de sessão da tarde, mas conta a história de uma menina de 13 anos os anos 80 que deseja ter 30 anos, e magicamente ela acorda com trinta nos anos 2000 e trabalha numa revista de moda. A história toda se passa e ela vive com a mentalidade de beleza dos anos 80 em plena ditadura da moda nos anos 2000. No final do filme (não vou contar o que acontece!!hehe), ela critica a revista em que trabalha como editora chefe, pois as mulheres que são fotografadas, ela não conhece e nunca viu no cotidiano alguém com aquele padrão, alguém está retratando o que não é a realidade.
Gosto do filme “De repente
é bem de sessão da tarde, mas conta a história de uma menina de 13 anos os anos 80 que deseja ter 30 anos, e magicamente ela acorda com trinta nos anos 2000 e trabalha numa revista de moda. A história toda se passa e ela vive com a mentalidade de beleza dos anos 80 em plena ditadura da moda nos anos 2000. No final do filme (não vou contar o que acontece!!hehe), ela critica a revista em que trabalha como editora chefe, pois as mulheres que são fotografadas, ela não conhece e nunca viu no cotidiano alguém com aquele padrão, alguém está retratando o que não é a realidade.
Pelo menos uma vez na vida, alguma mulher já se comparou com atrizes globais e modelos internacionais, como se todas fossem iguais, mas Deus nos fez diferentes... um paradoxo não? Podemos seguir carreira, perseguir sonhos, cuidar de nossa família, tocar a nossa vida, mas a emoção continua presa à que um grupo de pessoas pensa...
Deixo um pensamento do Augusto para vc refletir tanto quanto eu...
“Para fazer essa revolução internacional saturada de aventuras, lágrimas e alegrias, elas se inspiram no homem que mais defendeu as mulheres em todos os tempos: Jesus Cristo. Descobrem que o Mestre dos Mestres correu dramáticos riscos por elas. Ficam fascinadas ao saber que ele teve a coragem de fazer das prostitutas seres humanos da mais alta dignidade, e das desprezadas, princesas.” (CURY, p. 8,2005).
Quando a luz é intensa, antes de iluminar o caminho ela ofusca os olhos.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Monólogo das mãos... homenagem às minhas e às suas!
MONÓLOGO DAS MÃOS - Ghiaroni (imortalizado por Procópio Ferreira).
Para que servem as mãos? As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau,
salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidia a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pos ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos. As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do «Homo Rebus» lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta,acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz! Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Eu , Lygia e Chico... assim como a surdez!
Quem está no eixo Graduação – Pós Graduação conhece muito bem do que se trata o termo “leitura técnica”, quando se envereda por um caminho que vc não sabe bem se pode trilhar, e lhe faltam pedras para pisar (muitas vezes, nem são de brilhantes) vc recorre a um livro.
Eu, no meu começo, gostava muito de Libras ( e ainda gosto), mas comecei a conhecer surdos de todos os tipos e identidades, e começou a dar um nó! Por que esse usa Libras, porque aquele fala como se fosse estrangeiro, porque esse me entende e o outro não? como esse não fala nem usa língua de sinais? E percebi que a Língua de Sinais foi só o trampolim, era preciso escutar com os olhos as vozes desenhadas no espaço, porque mesmo na leitura labial, são os olhos que se comunicam com os lábios... um mundo visual.
Bom, pra trilhar esse caminho, foram mais de 30 livros sobre surdez, e ainda tem mais por aí, mas chega uma hora, que a informação precisa de poesia, precisa de troca, precisa de algo mais do que o técnico. Aí que entram dois caros amigos, Chico Buarque e Lygia Bojunga.
Conheci o Chico em uma aula daqueles professores que marcam sua vida no Ensino Médio, sabe como é adolescente, não ta nem aí para que o professor tenta ensinar... mas naquele dia eu estava, então ele trouxe “A Banda”, e falou sobre o conteúdo da letra, da época da ditadura, em que a arte era uma das formas de expressão mais contundentes e como era preciso ser perspicaz para censura não barrar, daquele dia, Chico veio comigo. Nas semanas mais corridas do Mestrado, é ele quem toca um violãozinho pra que minhas ideias que deram uma escapada voltem mais mansinhas, pra mim, é o “encantador de ideias”, eu travo, ele toca, elas voltam...
Com a Lygia, foi na minha 2ª. pós-graduação, em Psicopedagogia, aula de Psicanálise... mais uma vez, uma professora que marcou minha carreira. Sem pretensão, nos trouxe um livro “A Bolsa Amarela” da Lygia Bojunga, uma história infantil, porém tínhamos que ler mais do que as entrelinhas, tínhamos que conversar com a personagem e tentar descobrir porque ela nos dizia tudo isso... Essa semana, a Lygia apareceu de novo, cansada de ler tantos artigos e com mais 20 na fila ainda, recorri a minha estante pra procurar algo por lazer, e lá estava ela, em “Paisagem”, me esperando.. 70 páginas em duas horas. Que alivio! Agora sim, ideias vindo e flutuando... dessa vez o estresse do prazo não conseguiu me pegar.
Por isso que persigo o Bakhtin, sabe como são os russos, as vezes eles falam russo pra gente, mas eu ainda pego esse danado! Tem tudo a ver comigo, arena de vozes, todo enunciado exige uma resposta e por aí vai...
Enquanto isso...
“ a gente vai levando... a gente vai levando essa chama” Chico Buarque.
Obrigada professores Robson, Magda e Ana Cristina, cada um me apresentou um amigo novo!
* Quem é seu amigo??? * a vida fica mais leve com eles ;n)
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domingo, 12 de setembro de 2010
Para não dizer que não falei das flores
Saudações!
Ontem meus alunos me contaram sobre um tal vídeo no Youtube, sobre as "bizarras" canditaduras de astros da música e outros afins como o Tiririca. O pior, é que podem até ser eleitos, pelo voto mais popular. Aonde vai a política do Brasil? Essa eleição de 2010 tem me preocupado bastante, em relação a presidência, senadores e por aí vai, alguns ressuscitaram mesmo depois de escândalos passados, aparecem sorrindo na televisão... outros partidos tentam processar pessoas que utilizam a liberdade de expressão...
Tudo isso, me lembra com saudades de uma música sobre um período que o Brasil parece esquecer, ao ponto de não dar valor ao seu voto. Valorize seu voto!!
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer.
fonte: http://letras.terra.com.br/geraldo-vandre/46168/
Ontem meus alunos me contaram sobre um tal vídeo no Youtube, sobre as "bizarras" canditaduras de astros da música e outros afins como o Tiririca. O pior, é que podem até ser eleitos, pelo voto mais popular. Aonde vai a política do Brasil? Essa eleição de 2010 tem me preocupado bastante, em relação a presidência, senadores e por aí vai, alguns ressuscitaram mesmo depois de escândalos passados, aparecem sorrindo na televisão... outros partidos tentam processar pessoas que utilizam a liberdade de expressão...
Tudo isso, me lembra com saudades de uma música sobre um período que o Brasil parece esquecer, ao ponto de não dar valor ao seu voto. Valorize seu voto!!
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer
Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer.
fonte: http://letras.terra.com.br/geraldo-vandre/46168/
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Horário eleitoral não contempla deficiente
domingo, 5 de setembro de 2010 7:04
Beto Silva
Do Diário do Grande ABC
Nomes esdrúxulos e propostas inviáveis à parte, as propagandas de candidatos na televisão, que atingem maior número de eleitores, apresentam deficiência que muitas vezes passam despercebidas: não estão totalmente adaptadas para entendimento de cegos e surdos.
As reclamações são de integrantes de associações que defendem os interesses e trabalham para melhorias nas condições de vida desse público. No Brasil, cerca de 27 milhões de pessoas (14% da população) têm algum tipo de deficiência (mental, física ou audiovisual).
Segundo senso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) do ano 2000, existem no País 148 mil cegos e 2,4 milhões de cidadãos com grande dificuldade de enxergar. Os surdos são 166 mil e 900 mil têm dificuldade avançada de audição.
As principais queixas dos cegos são o despreparo dos políticos e de seus assessores e marqueteiros, pois nas propagandas sequer falam seus nomes e números. Já os surdos reclamam da ausência de tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) das inserções publicitárias dos candidatos.
Essa situação ocorre porque a legislação eleitoral é falha e não prevê a adaptação das publicidades. O parágrafo 1º, do artigo 44, da lei 9.504/97 versa que "a propaganda eleitoral gratuita na televisão deverá utilizar a Libras ou o recurso de legenda, que deverão constar obrigatoriamente do material entregue às emissoras".
Nesse sentido, o vice-presidente Institucional da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), Carlos Ferrari, avalia que as propagandas de candidatos são "precárias".
"O áudio-descrição poderia ser inserido na tela. Esse recurso é fácil de ser implementado. Pode ser ativado pelo telespectador ao apertar a tecla SAP do controle remoto. As imagens que passam nos anúncios televisivos são descritas por um locutor, para que o cego saiba o que está passando naquele momento", sugere Ferrari, deficiente visual de nascença, que ficou totalmente cego aos 7 anos. "Por um lado, é a limitação que a democracia não dá conta e não se preocupa. E por outro, é descaso com 27 milhões de pessoas", completa.
Para a instrutora da Associação de Surdos de São Paulo Tânia Regina Camargo as propagandas deveriam ter as duas ferramentas: legenda e quadro de tradução em Libras, e não uma coisa ou outra, como rege a lei. "Assim fica difícil decidir pelo voto. Por mais que lutamos para inclusão nos processos, os avanços ainda são poucos."
fonte:http://www.dgabc.com.br/News/5829297/horario-eleitoral-na-tv-nao-contempla-deficiente.aspx
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Até onde seus pés podem ir?
Foto no Metrô de Barcelona.
Realmente, a escrita do Blog me ajuda a desenvolver mais e mais ideias, em horas que elas fervilham e precisar escapar por algum lugar, que seja aqui então.
Hoje assisti uma banca de defesa de Mestrado, já é a segunda nesse ano, porque preciso cumprir carga horária do Mestrado, mas estar como expectador gera ansiedade, ainda mais quando pensa na possibilidade de que daqui há um ano, serei eu na frente.
Apresentar os dados de uma pesquisa que ficou na sua mente durante 24 meses *elefante gera um filhote em 22 meses*, é tranquilo, porém momento de receber as arguições da banca, que é fatal.
A sensação de estar na berlinda, para quem assiste já é apavorante, alguém que leu seu trabalho folha por folha, fez anotações, não concordou com sua ideia ou gostou de sua audácia, e falar na frente de todos, requer treinamento de nervos. Eles falam, vc fala, eles escutam sua justificativa, você escuta as considerações, então você recebe o título de Mestre, porém com a dissertação com ressalvas, com prazo de um mês para "corrigir".
É esse o sentido da discussão, eu acrescento algo, vc acrescenta, e isso te tira do lugar de certeza, tem a sensação de quanto mais estuda, menos sabe, porque começa a conhecer outros pontos de vista além do seu, que divergem do seu, porém, te modificam em algo: ou acha um absurdo ou algo começa a fazer sentido.
Até seus pés podem ir?
Defender uma ideia, é mais difícil que parece. Seu corpo obedece o que sua cabeça diz, você vai onde suas ideias te permitem chegar. Nessa correria louca do cotidiano, as ideias dão lugar ao fazer.
Falta tempo, e as ideias adormecem, algumas até hibernam dependendo da estação do ano, outras entram em coma até os neurônios resolverem que não vale a pena mandar impulso elétrico fazendo essa sinapse.
Ideias ideias ideias EUREKA!
seus pés vão até onde suas ideias permitirem...
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Sem lenço, sem documento,
No sol de quase dezembro
Eu vou... O sol se reparte em crinas
Espaçonaves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas
Eu vou ... Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou ... Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou ... por que não, por que não? Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento, eu vou Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou ... Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil Ela não sabe, até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou ... Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou ... por que não, por que não?
Realmente, a escrita do Blog me ajuda a desenvolver mais e mais ideias, em horas que elas fervilham e precisar escapar por algum lugar, que seja aqui então.
Hoje assisti uma banca de defesa de Mestrado, já é a segunda nesse ano, porque preciso cumprir carga horária do Mestrado, mas estar como expectador gera ansiedade, ainda mais quando pensa na possibilidade de que daqui há um ano, serei eu na frente.
Apresentar os dados de uma pesquisa que ficou na sua mente durante 24 meses *elefante gera um filhote em 22 meses*, é tranquilo, porém momento de receber as arguições da banca, que é fatal.
A sensação de estar na berlinda, para quem assiste já é apavorante, alguém que leu seu trabalho folha por folha, fez anotações, não concordou com sua ideia ou gostou de sua audácia, e falar na frente de todos, requer treinamento de nervos. Eles falam, vc fala, eles escutam sua justificativa, você escuta as considerações, então você recebe o título de Mestre, porém com a dissertação com ressalvas, com prazo de um mês para "corrigir".
É esse o sentido da discussão, eu acrescento algo, vc acrescenta, e isso te tira do lugar de certeza, tem a sensação de quanto mais estuda, menos sabe, porque começa a conhecer outros pontos de vista além do seu, que divergem do seu, porém, te modificam em algo: ou acha um absurdo ou algo começa a fazer sentido.
Até seus pés podem ir?
Defender uma ideia, é mais difícil que parece. Seu corpo obedece o que sua cabeça diz, você vai onde suas ideias te permitem chegar. Nessa correria louca do cotidiano, as ideias dão lugar ao fazer.
Falta tempo, e as ideias adormecem, algumas até hibernam dependendo da estação do ano, outras entram em coma até os neurônios resolverem que não vale a pena mandar impulso elétrico fazendo essa sinapse.
Ideias ideias ideias EUREKA!
seus pés vão até onde suas ideias permitirem...
A Idéia
Augusto dos Anjos
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
-----------------------------------------------------------------------
Alegria Alegria
Caetano Veloso (1968)
Caminhando contra o ventoSem lenço, sem documento,
No sol de quase dezembro
Eu vou... O sol se reparte em crinas
Espaçonaves, guerrilhas
Em Cardinales bonitas
Eu vou ... Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou ... Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou ... por que não, por que não? Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento, eu vou Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou ... Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil Ela não sabe, até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou ... Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou ... por que não, por que não?
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Coisas de pedagoga!
DICAS PARA SE FAZER UM PLANO DE AULA
Por jojomaravilha
Os OBJETIVOS abrangem seis grandes áreas do conhecer:
• Conhecimento – Conhecer, apontar, criar, identificar, descrever, classificar, definir, reconhecer e relatar no final, pois, se trata de RE.
• Compreensão – Compreender, concluir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, deduzir, localizar, reafirmar no final por causa do RE.
• Aplicação – Aplicar, desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar. Não tem RE.
• Análise – Analisar, comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, investigar, provar. Não tem RE.
• Síntese – Sintetizar, compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, propor, reunir, voltar. Não tem RE.
• Avaliação – Avaliar, argumentar, contratar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar. Não tem RE.
Todo OBJETIVO tem que ter um verbo do CONHECIMENTO e outro da AVALIAÇÃO. Objetivo não se repete verbo. (+ ou – 5)
COMPETÊNCIAS – Tem que ter verbos da COMPREENSÃO e da APLICAÇÃO. (+ ou – 3)
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO OU EIXO TEMÁTICO – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO quando for sobre a apostila/livro na sua totalidade e EIXO TEMÁTICO quando for apenas de uma parte/capítulo.
METODOLOGIA – Aula expositiva dialógica (Vice-Versa), exposição via televisão ou via televisão/DVD de filme, documentário, clipe e etc. Exposição de transparências via retro projetor, elaboração de fichamentos, resumos de textos pré-selecionados, mapeamentos, resolução de exercícios, aplicação de mini aulas, utilização de recursos instrucionais (giz, quadro, apostila, TV, dvd).
AÇÃO DIDÁTICA – Separada por momentos, descreve de maneiro breve o que se vai trabalhar na sala de aula, só pode ter verbos terminados em MENTO e AÇÃO. (+ ou – 3) Exemplo:
Primeiro Momento
Segundo Momento
Terceiro Momento
HABILIDADES – O que o aluno deverá desenvolver/adquirir durante as aulas, usando os verbos no substantivo, terminado em MENTO ou AÇÃO.
AVALIAÇÃO – Forma com que o aluno será avaliado pelo professor. Pode usar verbos sem o R, como por exemplo: CANTAR – CANTA. (+ ou – 3)
BIBLIOGRAFIA - Apostila ou livro onde se teve o embasamento para a aula.
disponível em:
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Ainda bem que não estamos no mesmo barco
Saudações...
tratando de voltar à rotina,vale? hehehe
As disparidades na educação , ainda mais nessa época de eleição, aparecem como uma mancha em lençol branco. Nós que estamos na linha de frente, vemos os reflexos diários de uma geração...
uma professora de nossa escola, que trabalha também na escola regular, comentou na hora do intervalo que os alunos da 4a. série não sabiam o que era uma onomatopéia. Também, de que alguns alunos da 8a.série tem dificuldade em ler um texto, interpretei isso para a professora surda que trabalha comigo, essas foram as perguntas dela: Por que? Como? E a família?, porque ela veio de uma família que considerou o estudo como importante em sua vida... responder o quê?
Na faculdade em que trabalho, alguns alunos vem alcoolizados para sala de aula, para serem bons profissionais? não consigo entender a lógica.
O estudo nos faz pensar, ver a vida com outros olhos, refletir sobre a vida e sobre o conhecimento humano...
Vi esse cartoon numa aula de Ética.. pense sobre isso!
tratando de voltar à rotina,vale? hehehe
As disparidades na educação , ainda mais nessa época de eleição, aparecem como uma mancha em lençol branco. Nós que estamos na linha de frente, vemos os reflexos diários de uma geração...
uma professora de nossa escola, que trabalha também na escola regular, comentou na hora do intervalo que os alunos da 4a. série não sabiam o que era uma onomatopéia. Também, de que alguns alunos da 8a.série tem dificuldade em ler um texto, interpretei isso para a professora surda que trabalha comigo, essas foram as perguntas dela: Por que? Como? E a família?, porque ela veio de uma família que considerou o estudo como importante em sua vida... responder o quê?
Na faculdade em que trabalho, alguns alunos vem alcoolizados para sala de aula, para serem bons profissionais? não consigo entender a lógica.
O estudo nos faz pensar, ver a vida com outros olhos, refletir sobre a vida e sobre o conhecimento humano...
Vi esse cartoon numa aula de Ética.. pense sobre isso!
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Experiência de viagem 1
Saudações!
Finalmente em terras brasileiras opá! Nada como estar rodeado de pessoas que falam o mesmo idioma que você!
Tiramos essa foto em um castelo em Barcelona, minha mãe, meu marido e eu... em busca de novos horizontes.
São muitas experiências para contar... mas relacionadas às palavras, muitas coisas aprendidas. Andei por muitas ruas na Espanha, que quando foram feitas, nem se imaginava que o Brasil existia. Não quero cair na questão de "Na Europa é melhor etc etc etc", porque eles tem muitos mais anos de vida de que nosso país continental, abençoado por Deus e bonito por natureza.
em 20 dias, vi três surdos na rua, dois que estavam utilizando a língua de sinais, e um que utilizava a leitura labial. Foi diferente, pois como vejo surdos todos os dias, encontrar dois surdos na estação conversando foi muito legal.
Sempre falo que, a língua de sinais é diferente em todos os lugares, porém os parâmetros podem ser iguais (Movimento, Configuração de Mão, ponto de articulação, expressão facial e corporal e orientação), na conversa animada dos surdos espanhóis *sim, eu dei uma olhadinha*, não compreendia os sinais que utilizavam, porém utilizam o mesmo espaço que utilizamos na Libras, só que com significados diferentes. Aliás, em um lugar que dentro do metrô (em espanhol, metro *métro*), de um lado chineses, japoneses, alemães, espanhóis, catalãos, suecos, sulamericanos aos montes... quase uma Babilônia de pessoas.
Realmente, a comunicação é algo que reflete a cultura de seu povo, e quem vem de fora, tem que estar sensível para compreender que traços culturais a língua de uma comunidade pode trazer.
Deixo aqui, Vinicius de Moraes...
Finalmente em terras brasileiras opá! Nada como estar rodeado de pessoas que falam o mesmo idioma que você!
Tiramos essa foto em um castelo em Barcelona, minha mãe, meu marido e eu... em busca de novos horizontes.
São muitas experiências para contar... mas relacionadas às palavras, muitas coisas aprendidas. Andei por muitas ruas na Espanha, que quando foram feitas, nem se imaginava que o Brasil existia. Não quero cair na questão de "Na Europa é melhor etc etc etc", porque eles tem muitos mais anos de vida de que nosso país continental, abençoado por Deus e bonito por natureza.
em 20 dias, vi três surdos na rua, dois que estavam utilizando a língua de sinais, e um que utilizava a leitura labial. Foi diferente, pois como vejo surdos todos os dias, encontrar dois surdos na estação conversando foi muito legal.
Sempre falo que, a língua de sinais é diferente em todos os lugares, porém os parâmetros podem ser iguais (Movimento, Configuração de Mão, ponto de articulação, expressão facial e corporal e orientação), na conversa animada dos surdos espanhóis *sim, eu dei uma olhadinha*, não compreendia os sinais que utilizavam, porém utilizam o mesmo espaço que utilizamos na Libras, só que com significados diferentes. Aliás, em um lugar que dentro do metrô (em espanhol, metro *métro*), de um lado chineses, japoneses, alemães, espanhóis, catalãos, suecos, sulamericanos aos montes... quase uma Babilônia de pessoas.
Realmente, a comunicação é algo que reflete a cultura de seu povo, e quem vem de fora, tem que estar sensível para compreender que traços culturais a língua de uma comunidade pode trazer.
Deixo aqui, Vinicius de Moraes...
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinícius de Moraes
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Digitando em Basel
Ola
as ferias estao chegando ao fim, e na semana que vem voltamos na rotina... na Europa vi muitas coisa sobre acessibilidade que pretendo colocar no blog. Estamos agora em Basel, hj a noite voltamos para Barcelona e domingo voltamos para o Brasil.... esta sem acento porque esse teclado esta em alemao hehehehe.
as ferias estao chegando ao fim, e na semana que vem voltamos na rotina... na Europa vi muitas coisa sobre acessibilidade que pretendo colocar no blog. Estamos agora em Basel, hj a noite voltamos para Barcelona e domingo voltamos para o Brasil.... esta sem acento porque esse teclado esta em alemao hehehehe.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Palavras.. tem algo mais belo♥
Saudações!
" A palavra é o modo mais puro e sensível de relação social" Bakhtin.
Quantos significados podemos encontrar numa palavra? Bakhtin, em sua filosofia da linguagem, já tinha percebido que a palavra não é solta e sem sentido. Como pensar em algo tão trivial, quantas palavras vc já falou hj (ok, se for mulher...vc já sabe), é genial pensar em uma definição sobre algo tão rotineiro. Quando lhe perguntam "O que é felicidade", aí elas faltam. Você arrisca " é algo que vc sente", e a pergunta retorna: "e o que é sentir?", aí entra em questão a palavra mais utilizada para A.A *Assuntos aleatórios*, "é uma COISA que sentimos quando estamos bem".
Sim, a COISA, que coisa? Como assim, defina COISA para mim, será possível fazer isso?
Palavras são lindas, difíceis de fazer sentido, às vezes faltam palavras, às vezes elas saem demais da nossa boca, não por poucas vezes, elas nos traem "não era o que eu queria dizer", "não sei porque falei isso".
Longe de ser um amontoado de letras e fonemas,o sentido de uma palavra, vai além do óbvio.
Hoje a palavra do dia é viagem. Quantas memórias vêm à sua mente com essa palavra, para mim, não são lembranças, mas sim expectativas. Período de férias, tempo livre, ter novas experiências, falar outro idioma, não entender a informação, ser turista, fazer gafe, pagar mico, tirar foto, respirar outros ares, desanuviar a cabeça, colocar a mochila nas costas, provar outros sabores, conhecer gente, rever gente, matar as saudades, criar novas saudades, abrir a memória para novas palavras.
De viagem para viaje, definitivamente, essa é a palavra de hoje.
Hasta luego!
" A palavra é o modo mais puro e sensível de relação social" Bakhtin.
Quantos significados podemos encontrar numa palavra? Bakhtin, em sua filosofia da linguagem, já tinha percebido que a palavra não é solta e sem sentido. Como pensar em algo tão trivial, quantas palavras vc já falou hj (ok, se for mulher...vc já sabe), é genial pensar em uma definição sobre algo tão rotineiro. Quando lhe perguntam "O que é felicidade", aí elas faltam. Você arrisca " é algo que vc sente", e a pergunta retorna: "e o que é sentir?", aí entra em questão a palavra mais utilizada para A.A *Assuntos aleatórios*, "é uma COISA que sentimos quando estamos bem".
Sim, a COISA, que coisa? Como assim, defina COISA para mim, será possível fazer isso?
Palavras são lindas, difíceis de fazer sentido, às vezes faltam palavras, às vezes elas saem demais da nossa boca, não por poucas vezes, elas nos traem "não era o que eu queria dizer", "não sei porque falei isso".
Longe de ser um amontoado de letras e fonemas,o sentido de uma palavra, vai além do óbvio.
Hoje a palavra do dia é viagem. Quantas memórias vêm à sua mente com essa palavra, para mim, não são lembranças, mas sim expectativas. Período de férias, tempo livre, ter novas experiências, falar outro idioma, não entender a informação, ser turista, fazer gafe, pagar mico, tirar foto, respirar outros ares, desanuviar a cabeça, colocar a mochila nas costas, provar outros sabores, conhecer gente, rever gente, matar as saudades, criar novas saudades, abrir a memória para novas palavras.
De viagem para viaje, definitivamente, essa é a palavra de hoje.
Hasta luego!
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
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