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sábado, 13 de novembro de 2010

Prolibras 2010.. sai ou não sai?

Olá!
bom, a novela continua...


em 05 de Novembro

"Através da portaria normativa MEC 20/2010 O ministro da Educação,
Excelentíssimo Senhor Fernando Haddad, transferiu a responsabilidade da organização e administração do Programa Nacional para Certificação de Proficiência em Libras (PROLIBRAS)
para o INES (INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DOS SURDOS).
Segundo a portaria, somente à partir de 2011. Subentende-se então que este ano não mais será possível a realização de novas provas que até então eram de responsabilidade da
UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)."

agora no site do INEP
http://www.inep.gov.br/download/Prolibras/edital_chamada_publica_n05_2010_prolibras_apos_parecer_projur.pdf

"Chamada Pública de seleção de Instituições Federais de Educação Superior – IFES
para apresentação de projeto de implementação do Programa Nacional de Certificação de
Proficiência no uso e no Ensino de Libras e de Proficiência em Tradução e Interpretação de
Libras – PROLIBRAS – 2010 em âmbito nacional, em regime de parceria, por meio da
celebração de Termo de Cooperação."....

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MOSTRA CULTURAL DE ARTE SURDA

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OS VETOS NA LEI DE INTÉRPRETES - POR QUÊ ?

Lei nº 12.319, de 1º de Setembro de 2010


Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.


MENSAGEM Nº 532, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010.


Senhor Presidente do Senado Federal,

Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1º do art. 66 da Constituição, decidi vetar parcialmente, por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei nº 325, de 2009 (nº 4.673/04 na Câmara dos Deputados), que "Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS".

ouvidos, os Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego manifestaram-se pelo veto aos seguintes dispositivos:



Arts. 3º e 8º

"Art. 3º É requisito para o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete a habilitação em curso superior de Tradução e Interpretação, com habilitação em Libras - Língua Portuguesa.

Parágrafo único. Poderão ainda exercer a profissão de Tradutor e Intérprete de Libras - Língua Portuguesa:

I - profissional de nível médio, com a formação descrita no art. 4º, desde que obtida até 22 de dezembro de 2015;

II - profissional que tenha obtido a certificação de proficiência prevista no art. 5º desta Lei."

"Art. 8º Norma específica estabelecerá a criação de Conselho Federal e Conselhos Regionais que cuidarão da aplicação da regulamentação da profissão, em especial da fiscalização do exercício profissional."

Razões dos vetos
"O projeto dispõe sobre o exercício da profissão do tradutor e intérprete de libras, considerando as necessidades da comunidade surda e os possíveis danos decorrentes da falta de regulamentação. Não obstante, ao impor a habilitação em curso superior específico e a criação de conselhos profissionais, os dispositivos impedem o exercício da atividade por profissionais de outras áreas, devidamente formados nos termos do art. 4º da proposta, violando o art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal."

Art. 9º

"Art. 9º Ficam convalidados todos os efeitos jurídicos da regulamentação profissional disciplinados pelo Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005."

Razão do veto

"O Decreto nº 5.626, de 2005, não trata de 'regulamentação profissional', limitando-se a regulamentar a Lei nº 10.436, de 2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 2000, que estabelece a obrigação de o poder público cuidar da formação de intérpretes de língua de sinais."

Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os dispositivos acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

Publicação:

Diário Oficial da União - Seção 1 - 02/09/2010 , Página 43 (Veto)
 
fonte:http://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2010/lei-12319-1-setembro-2010-608253-veto-129310-pl.html

LEI DE INTÉRPRETE DE LIBRAS

Intérprete de Libras tem profissão regulamentada em Lei



Foram seis anos de tramitação do projeto

segunda-feira, 6 de setembro de 2010 às 9:19h



Esse profissional deverá ser gabaritado com formação para se enquadrar nos requisitos da lei
Foi publicado no Diário Oficial da União a regulamentação da profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais. De acordo com a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o profissional poderá passar atividades pedagógicas em instituições de ensino, atuar em concursos e auxiliar na acessibilidade de surdos para serviços públicos.

Esse profissional poderá ainda prestar serviços em depoimentos em juízo, em órgãos administrativos ou policiais. “A regulamentação irá beneficiar a todas as pessoas que já trabalham com interpretação e tradução da língua”, concorda a tutora do Portal Educação, educadora, Emileide da Costa.

O projeto foi proposto em 2004 pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Só no ano passado foi aprovado pela Câmara e na quinta-feira publicada como lei. Segundo consta no Diário, a formação profissional deve ser feita por cursos de educação profissional, de extensão universitária ou de formação continuada, promovidos por universidades e instituições credenciadas por Secretarias de Educação, inclusive organizações que representam os surdos.

Foi vedado artigo que previa como requisito o curso superior de tradução e interpretação, após avaliação dos Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego, assim como a criação de conselhos específicos para a área. De acordo com a lei, ainda deverá ser aplicado um exame nacional de capacidade em tradução até dezembro de 2015.

FONTE: http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/noticias/41606/interprete-de-libras-tem-profissao-regulamentada-em-lei#

Confira as leis sobre Libras na íntegra:

LEI 10.426/2002 - LEI QUE REGULAMENTA A LIBRAS COMO LÍNGUA DA COMUNIDADE SURDA NO BRASIL

DECRETO 5626/05

LEI 12.319/10 - LEI QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DE INTÉRPRETE DE LIBRAS

domingo, 12 de setembro de 2010

Passos para a inclusão no Brasil

Prefeitura colocará auxiliar para alunos com deficiência

Dom, 12 Set, 09h28
Este é o primeiro ano de Lucas Ribeiro, de 14 anos, na escola. Matriculado na 4.ª série, ele, que tem síndrome de Down e é surdo, progride a cada dia, interagindo com colegas e professores. Lucas é um dos 14 mil alunos com deficiência na rede regular municipal de São Paulo que, a partir de outubro, serão beneficiados com as iniciativas do projeto Inclui, que prevê a expansão da quantidade e da qualidade dos serviços de educação inclusiva, integrando-os com a saúde pública e a assistência social.

Entre as principais metas do programa, que será lançado na terça-feira, está a contratação de 500 auxiliares de vida escolar para cuidar dos 697 estudantes com deficiências graves que, sem a ajuda, não conseguiriam frequentar a escola. Esses profissionais serão responsáveis pela higiene, locomoção e socialização das crianças. "Algumas crianças usam fraldas, sondas. O professor não tem condições de cuidar disso. É esse profissional, selecionado na própria comunidade, que vai apoiar o aluno", explica o secretário de Educação, Alexandre Schneider.
O Inclui é uma parceria entre a secretaria e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, entidade ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O projeto prevê uma equipe multidisciplinar com 57 profissionais da saúde - como neurologistas, psiquiatras, nutricionistas, enfermeiros e pediatras - para apoiar o Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, órgão da Prefeitura.
"A ideia é acompanhar o desenvolvimento das crianças, verificando se os pais estão marcando e comparecendo às consultas indicadas por esses médicos", afirma Silvana Drago, responsável pela educação especial na secretaria.
A compra de mobiliário e materiais e a reforma das escolas também entram no Inclui. As seis escolas especiais da rede devem ser reformuladas para funcionar como escolas bilíngues para surdos e surdos com múltiplas deficiências. A verba para educação especial da pasta para este ano é de R$ 55,7 milhões. Para o ano que vem, estão previstos R$ 76,9 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Implante Coclear, o que é dito nos estudos de linguagem




Saudações!
Voltando de um feriado maravilhoso, cercado de tempo em casa, com direito à filme, marido, pipoca e brigadeiro de microondas, volto novamente à realidade da correria.
Bom, participo de um grupo de pesquisa em Surdez e Cognição, e estamos iniciando juntamente com os graduandos de Fono mais uma pesquisa sobre surdez.
Agora estamos estudando sobre o Implante Coclear e a influência da mídia sobre Implante x Surdez.
Lemos um texto, que vamos discutir amanhã sobre duas crianças implantadas e a pesquisa da Dra, Ana Paula Santana, que já foi minha professora, sobre o processo de linguagem antes e depois do implante. Segue o texto em pdf, vale a pena ler.
Conheço as duas partes (ou tem mais?) da moeda em relação ao implante, conheço surdo que fizeram o implante, mães de crianças surdas implantadas e surdos adultos que vão contra o implante.
Nesse texto, a Dra. Ana Santana explica mais sobre o implante, que é uma tecnologia da Audiologia, diretamente relacionado à audição, porém as questões de linguagem precisam ser discutidas.
As análises realizadas demonstraram que o implante coclear pode possibilitar a audição e, com isso, a aquisição da linguagem oral. Mas não é o único fator a ser considerado nesse processo. Outros fatores, como a qualidade das interações sociais, são também significativos e têm um papel crucial na constituição da criança como sujeito da linguagem.” (Santana, 2005)
Segundo os fonoaudiólogos que recebem cada vez mais surdos implantados nos consultórios, o dispositivo realmente funciona, pois ele possibilita que a cóclea funcione e aumente as possibilidades de ouvir sons ambientais e sons de fala.
Ela mostra dois meninos que tiveram acompanhamento de fono após a ativação dos eletrodos.
Para que se possa analisar a linguagem oral do surdo é importante considerar não apenas a fala do surdo, mas a sua fala no momento de interação com o outro, seja ele surdo ou ouvinte.” (Santana, p.235, 2005)
Essa interação que faz a diferença na aquisição da linguagem em crianças pequenas, pois muitos familiares acreditam que o filho vai se tornar ouvinte depois da ativação porém, o cérebro passa por um processo de reorganização, para que um cérebro “surdo” possa ouvir, pois até então, o principal canal de recepção linguística é a visão.
“Adquirir linguagem implica bem mais que uma produção articulatória, bem mais que um aprendizado baseado na repetição ou mesmo simples imitação. Usar a língua, quer seja na modalidade oral ou de sinais, é um trabalho.” (Santana, p.235, 2005).
Como disse, é uma tecnologia da audição e não da linguagem, ou seja, há recepção dos sons, porém, a interação com língua é de suma importância, para que :
1-      Possa significar os sons que escuta
2-      Possa ter interesse em falar, com um interlocutor que faça falar
3-      Ter uma língua estrutura, seja em sinais ou oral para se comunicar com os interlocutores
4-      Que viva em um lugar nessa família que a linguagem faça parte de rotinas significativas.
No exemplo, há um menino que a família não em paciência em escutar sua fala, pois aos ouvidos da família, ele fala sempre errado, não vê a possibilidade comunicativa que é feita pela linguagem não-verbal com gestos e indicações. Portanto, se tudo o que fala não está certo, não tem necessidade de falar. A tecnologia está lá, mas não tem com quem falar. No segundo exemplo, a família realmente escuta o menino, interpreta o que ele diz, ele sente que, as pessoas da sua família se importam com o que ele tem a dizer, e não apenas se a articulação está certa ou errada. 
Último pensamento:
“É por  isso que o implante coclear também surge como uma tecnologia importante para que se possa oferecer ao surdo a possibilidade de ouvir e falar. Entretanto, é um equívoco acreditar que “para falar basta ouvir”. A linguagem não é só audição, mas também interação e subjetividade.” (Santana, p.242, 2005).
Belíssimo trabalho!

domingo, 29 de agosto de 2010

Estudo da UTP sobre surdez é publicado em livro americano


Estudo da UTP sobre surdez é publicado em livro americano

As professoras do Mestrado e Doutorado em Distúrbios da Comunicação da UTP Ana Cristina Guarinello, Ana Paula Santana, Ana Paula Berberian e Giselle Massi foram convidadas a elaborar um capítulo do livro americano Deaf People Around the World: Educacional and Social Perspectives (Pessoas Surdas em Todo o Mundo: Perspectivas Educacionais e Sociais). Elas são as únicas autoras brasileiras a participar da publicação.
A iniciativa de escrever o livro partiu de dois pesquisadores da Gallaudet University Press, a única universidade para surdos do mundo. O livro é composto por estudos de 30 países e cada capítulo foi escrito pelos autores das suas respectivas nações. “Nós mandamos um artigo para uma revista que é publicada pela Universidade de Gallaudet e ele foi aprovado. Em seguida, o editor da revista, que também é um dos autores do livro, entrou em contato conosco e nos convidou para escrever um capítulo que falasse sobre os aspectos históricos e educacionais da surdez no contexto brasileiro”, explica a professora Ana Cristina. Segundo ela, os americanos escolheram o Brasil como um dos países a serem citados devido a grande diversidade ética e racial e também por ser o maior país da América do Sul.
As quatro professoras da Tuiuti trabalham, dentro da universidade com a linha de pesquisa “Fonoaudiologia e o Processo da Linguagem”, o que facilitou na elaboração do capítulo que começou em 2006. “Estudamos há muito tempo a surdez, então já tínhamos muitas informações, por exemplo como viviam os primeiros surdos no Brasil, onde eles estudaram, etc. Mas o restante dos dados pesquisamos em livros e artigos científicos.”
O livro foi publicado recentemente com capítulos referentes aos cinco continentes. Da América Latina só foram publicado textos do Brasil e do Chile e as professoras da UTP foram as únicas brasileiras convidadas a fazer parte do livro. “É muito interessante ver o trabalho dos autores de outros países. É curioso ver como que o mesmo assunto se reflete em diferentes lugares.” Segundo a professora, foi muito bom ver o livro publicado, pois é o reconhecimento internacional de todo o trabalho. “Nós ficamos super felizes porque o livro vai repercutir no mundo inteiro e todos vão conhecer um pouco sobre nosso estudo no Brasil. Faz tempo que trabalhamos nesta área aqui na UTP e ser reconhecido é maravilhoso!”
Deaf People Around the World: Educacional and Social Perspectives, foi editado pela Gallaudet University Press, Washington, D.C. e ainda não tem tradução para o português. Pode ser comprado pelo site http://gupress.gallaudet.edu/bookpage/DPAWbookpage.html por US$85.00.









fonte:http://www.feneis.com.br/page/noticias_detalhe.asp?categ=1&cod=869

OS 2 lados da moeda - Implante Coclear - mídia x comunidade surda

Saudações!
Apresento aqui os 2 lados da moeda sobre Implante Coclear, minha opinião é que o dispositivo funciona, porém é uma tecnologia da audição e não da linguagem , pois mesmo com implante, o cérebro continua "surdo" e precisa aprender a detectar os sons e a significar um outro mundo de sons, é muito importante que a família compreenda que seu filho surdo não vai "virar ouvinte", ele vai continuar surdo se tirar o aparelho,sua audição, na maioria dos casos, volta a receber os estímulos sonoros, porém a questão da linguagem muitas vezes fica em detrimento da tecnologia. Vale lembrar também das diversidades da surdez, entre pessoas ouvintes que ficaram surdas, outros surdos filhos de pais surdos , outros que optam pela língua de sinais, outros que preferem a comunicação oral e assim vai, também tem diferença entre aquelas que já tinham comunicação e memória auditiva e aqueles que nunca ouviram... pode parecer clichê, porém cada caso é um caso, mais uma questão polêmica na surdez que envolve o conceito médico e o conceito cultural.
Seja crítico, pense sobre isso!
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Prof. Ricardo Bento no programa Mais Você da rede Globo

No dia 19 de maio o Prof. Ricardo Bento foi entrevistado por Ana Maria Braga no programa Mais Você da Rede Globo de Televisão

No dia 19 de maio o Prof. Ricardo Bento foi entrevistado por Ana Maria Braga no programa Mais Você da Rede Globo de Televisão onde falou sobre as técnicas modernas de implante coclear e programa do Hospital das Clínicas da USP.

Sua equipe com o Dr. Rubens Brito Neto, o Dr. Robinson Koji Tsuji, a Dra. Mariana Pinna a Fonoaudióloga Maria Valéria Goffi Gomes, Ana Tereza de Matos Magalhães,Kellen Kutscher,Paola Samuel e Valéria Oyanguren já realizou centenas de implantes e é uma das mais experientes do mundo no tratamento da surdez.

Clique aqui para ver o vídeo da entrevista.
fonte em:> http://www.implantecoclear.org.br/noticias_detalhes.asp?id=58>
*detalhe, cliquei no vídeo, abriu na página do Globo News e apareceu a seguinte
" Este vídeo não pertence mais ao catálogo do Globovídeos. Aproveite os mais de 500 novos vídeos cadastrados todos os dias."

Então, segue link do Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=3cIOb4qSUak - parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=vIfLiJHLSHE&feature=related - parte 2

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opinião dos surdos sinalizantes:
Rio de Janeiro 20 de maio de 2009

À
Produção do Programa Mais Você


A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) é uma entidade filantrópica fundada há 22 anos que visa à defesa dos direitos da Comunidade Surda Brasileira. A Feneis é a entidade de representação máxima dos surdos no Brasil e está filiada à Federação Mundial dos Surdos, na Finlândia. Entre os objetivos da Federação está a luta em prol da Língua Brasileira de Sinais, como forma de comunicação dos surdos. Em conseqüência dessa mobilização envolvendo os surdos brasileiros por mais de duas décadas, a Libras hoje é oficializada e regulamentada no país. Buscamos também conscientizar a sociedade a respeito da cultura que envolve esta comunidade, formada por mais de 5 milhões de pessoas, e também provar a sua capacidade profissional e de inclusão social.

Por perceber no Mais Você um programa que vai além de entretenimento, por possuir um forte caráter social e de serviço, e evidenciar em suas pautas a preocupação em informar e esclarecer o telespectador, informamos que o conteúdo da entrevista sobre implante coclear, que foi ao ar no dia 19 de maio, repercutiu de forma negativa junto à comunidade surda brasileira. Temos recebido inúmeras manifestações de insatisfação, pois não condiz com a realidade dos que não tiveram e não têm oportunidade de fazer a cirurgia ou optam pela Língua Brasileira de Sinais.

Acompanhamos a entrevista realizada com o médico Ricardo Bento sobre implante coclear. E conforme ele próprio afirmou, o implante coclear é uma cirurgia cara para a maior parte dos surdos brasileiros, e não temos a garantia da mesma eficácia em todos os casos e faixas etárias. Reconhecemos os avanços científicos e tecnológicos na área da surdez. No entanto, gostaríamos de esclarecer que vivemos um momento de grande importância para o surdo que se utiliza da Libras como meio de comunicação. Cada vez mais as instituições de ensino do nosso país, se ajustam à Lei 10.436/02, regulamentada pelo Decreto 5626/2005, que dispõe sobre esta questão, permitindo que crianças e jovens tenham cada vez mais acesso à Educação.

Tem crescido também, através do conhecimento da Libras e do seu reconhecimento como instrumento importante na Educação, o número de universitários surdos. Prova disso é que atualmente temos 1.500 universitários surdos nas universidades particulares e públicas, mais de 20 mestrandos e doutorandos surdos e 5 professores adjuntos efetivos surdos nas universidades públicas.Essas conquistas são frutos de um trabalho árduo a fim de que o surdo seja respeitado em sua opção de comunicação. Ele tem, sim, se tornado cada vez mais independente e realizado profissionalmente a partir da conscientizaçã o do valor da Libras pela sociedade. Vale registrar que vários concursos públicos tem sido realizados para candidatos surdos que sejam fluentes em Libras – Língua Brasileira de Sinais. Sendo assim, diferentemente do que fora colocado pelo médico durante a entrevista, atualmente existem milhares de pessoas surdas independentes utilizando a Libras como sua primeira Língua. Este resultado não foi possível no passado, quando predominava em nossa sociedade um sistema que valorizava a oralização, e não permitia a totalidade do conhecimento e da inclusão social e profissional constatada hoje no desenvolvimento do surdo através da Libras.. Ao contrário do que foi dito, ele, ao se comunicar em sua própria Língua não depende a vida inteira de alguém, pode estudar, ter uma profissão e ser feliz. Não é um “pária da sociedade”.

Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Atenciosamente,


Profª Drª Karin Lilian Strobel
Diretora Presidente

fonte:> http://karinfeneis.blogspot.com/search?q=ana+maria>

Agora é Lei! Teste da Orelhinha para todos




Agora é lei. Todos os hospitais e maternidades brasileiras devem realizar, gratuitamente, o chamado Teste da Orelhinha para recém-nascidos. Desde 2008, a Universidade Tuiuti do Paraná é responsável pelo teste no Hospital do Trabalhador e os bebês que ‘não passam’ na avaliação são encaminhados à Clínica de Fonoaudiologia da Tuiuti para exames complementares. 
O Teste da Orelhinha, também conhecido como Triagem Auditiva Neonatal, é o método mais eficaz para constatar problemas auditivos em recém-nascidos e prevenir a surdez. “O exame, denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, deve ser realizado nas primeiras 48 horas de vida”, alerta a coordenadora do curso de Fonoaudiologia, Maria Regina Serrato. Para ela, é importante que o teste seja obrigatório, pois possibilita identificar as deficiências auditivas em recém-nascidos. “Desta forma, o diagnóstico precoce pode evitar problemas de desenvolvimento da linguagem, de aprendizagem e até problemas emocionais.”
Segundo a coordenadora, de cada mil crianças que nascem, até três, aproximadamente, podem vir ao mundo com surdez. E este número aumenta para seis no caso de prematuros. “Quando descobertas há tempo, muitas perdas auditivas podem ser revertidas ou mesmo curadas.”
O teste no Hospital do Trabalhador é realizado por uma ex-aluna do curso de Fonoaudiologia da UTP, em função de uma parceira que existe entre o hospital e a Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde. 
Lei – O Projeto de Lei nº 64/2004
(http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=70139), que torna obrigatório o teste de Emissões Otoacústicas Evocadas, foi aprovado no Senado Federal em 7 de julho e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 3 de agosto. O Ministério da Saúde informou que, apesar de já ser oferecido na rede pública, o Teste da Orelhinha ainda não está disponível em parte dos hospitais e maternidades do país. Com a lei, estas unidades ficam obrigadas a fazê-lo. Em 2009, foram realizados 267.973 testes desta natureza no país. O número representa um crescimento de 46% em relação a 2008, quando foram feitos 183.718 exames.
O Teste da Orelhinha ou exame de Emissões Otoacústicas Evocadas é o método mais moderno para constatar problemas auditivos nos recém-nascidos. O exame consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno através de uma delicada sonda introduzida na orelhinha do bebê. É rápido, seguro e não provoca dores. É realizado com o bebê dormindo, em sono natural, e a duração é de aproximadamente 10 minutos e não apresenta contra-indicações. Todos os bebês devem realizar o teste.

fonte: http://www.utp.br/noticias.asp?codnoticia=7292

I Seminário Nacional de Educação de Surdos da UFPR/ I Seminário Estadual da Feneis - PR






Em comemoração ao Dia Nacional do Surdo a UFPR e a Feneis-PR convidam para: I Seminário Nacional de Educação de Surdos da UFPR I Seminário Estadual da Feneis - PRhttp://seminariofeneispr.webnode.com.br/" Surdos em Movimento"

25 e 26 de Setembro 2010
Objetivos
    Debater propostas que viabilizem a formação e o reconhecimento político das comunidades surdas, favorecendo a difusão e enriquecimento da Libras e das produções artístico-culturais das comunidades surdas.
    Discutir propostas político-pedagógicas para a viabilização da educação com bilingüismo para surdos na educação básica e superior.
    Debater a legislação que ampara os direitos sociais dos surdos na infância, juventude e Terceira Idade, estabelecendo uma pauta de reivindicações que atendam suas necessidades nas diferentes áreas.
Público-alvo: 
    Professores, intérpretes e tradutores de língua de sinais e demais profissionais da área.
Uma realização de:

  

domingo, 18 de julho de 2010

O famoso cabo de guerra: Língua de Sinais x Comunicação oral

Saudações!
Bom, eu trabalho com Libras pelo menos 4 horas por dia, falo com surdos que utilizam a língua de sinais todos os dias , assim como profissionais e pessoas que se interessam por aprender a língua para "uma sociedade inclusiva".
Por compreender as "subjetividades" da surdez, algumas coisas engraçadas acontecem comigo:
Pois quando eu falo que faço Mestrado em Distúrbios da Comunicação, que é na área de Fonoaudiologia, alguns arregalam os olhos, denotando uma preocupação pois ainda existe o estigma língua de sinais x fonoaudióloga  aliás, quem trabalha com surdez, tem que saber lidar com estigmas, ainda mais por ser uma linha de "Distúrbios da comunicação", o que denota que algo está errado. Porém, não encontrei outro Mestrado que tivesse a linha "Surdez e cognição" e estou bem feliz. Sendo que, quando falo da pesquisa, já julgam que vou defender a língua de sinais por ser intérprete, então me chama de "entusiasta".

A outra coisa engraçada, é que dou aula de Libras em uma faculdade em Curitiba, aí vem outro estigma de que ouvinte não pode dar aula de Libras porque está tirando o lugar do surdo, a outra coisa mais engraçada, é que, quando a professora surda da minha escola tem dificuldade em escrever, sou eu, a pedagoga ouvinte, que senta e explica para ela o que "objetivos específicos e objetivos estruturantes" significam, porque a intérprete da faculdade dela era fraca, engraçado não? Sendo que muitos alunos meus da faculdade, que tem surdos em suas empresas, já conseguem manter comunicação e explicar o funcionamento das regras internas da empresa, pois na maioria delas não tem intérprete.

Ah! tem algo mais engraçado!! Sim, que quando estou com minha amiga que é surda oralizada e não utiliza a língua de sinais, eu falo devagar, procuro ir em lugar iluminado para conversarmos melhor e quando ela faz aquela expressão de "não entendi" eu falo novamente, e mantemos uma conversa animada e amigável.

Às vezes, me sinto na época da caça as bruxas... a sociedade quer uma coisa, um grupo defende outra (que concordo, pois temos que buscar os nosso direitos para vivermos melhor em sociedade), mas porque tanta agressividade?

Qualquer preconceito dentro da educação não deve ser tolerado, homens, mulheres, surdos, ouvintes, jovens, idosos assim como o respeito pela individualidade da pessoa: eu falo, faço leitura labial, uso língua de sinais, gesticulo, presto atenção na linguagem corporal ou não gosto de falar com pessoas.

Tanta agressividade para quê? Não estamos caminhando para uma sociedade inclusiva? Eu entendo por inclusiva, que devemos respeitar as individualidade de cada um. Pessoas que nasceram surdas, pessoas que ficaram surdas por causa de doença, pessoas que trabalham com pessoas surdas. Para que esse cabo de guerra tão grande? Não deveríamos ir na mesma direção?

Sobre esse Cabo de guerra, deixo o poeta Fernando Pessoa falar:

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:    
"Navegar é preciso;  viver não é preciso".  
Quero para mim o espírito [d]esta frase,  
transformada a forma para a casar como eu sou:  
Viver não é necessário;  o que é necessário é criar. 
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. 
Só quero torná-la grande,  
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.  
Só quero torná-la de toda a humanidade;  
ainda que para isso tenha de a perder como minha. 
Cada vez mais assim penso.  
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue  
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir 
para a evolução da humanidade.  
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. 

mas tudo bem... é apenas uma ouvinte dando uma opinião... hehehehe

Ampliação do léxico da libras na área educacional

Ampliação do léxico da libras na área educacional

Neiva de Aquino Albres

No país há um movimento de organização de educação bilíngüe para pessoas surdas, e para que esta se efetive se faz necessário uma reestruturação na escola, onde o sujeito surdo seja educado em sua primeira língua, assim a língua cresce, pois precisa ampliar seu léxico para atender aos novos conceitos que os mesmos tomam consciência no processo de escolarização.
Consideramos que o uso de um termo (sinal) definitivo é de fundamental importância para que ocorra a aprendizagem. Vygotski (1998), considera que:

"Todas as funções psíquicas superiores são processos mediados, e os signos constituem o meio básico para dominá-las e dirigi-las. O signo mediador é incorporado à sua estrutura como parte indispensável, na verdade a parte central do processo como um todo. Na formação de conceitos, esse signo é a PALAVRA, que em princípio tem papel de meio na formação de um conceito e, posteriormente, torna-se o seu símbolo." (p. 70)
O uso de sinais provisórios como o "balançar" da primeira letra da palavra, pouco contribui e muitas vezes atrapalha o aprendizado dos alunos. Constatamos (conforme informações dos próprios alunos) que o "S" balançado já foi usado para representar: singular, sujeito, servo, suserano, substantivo, sistema e socialismo. Pode-se argumentar que o surdo tem acesso à palavra escrita e a partir deste constroe o conceito, mas em uma educação bilíngüe o ensino deve ser proporcionado em língua de sinais.
A construção da língua de sinais segue alguns critérios. Nós, enquanto professores de surdos e usuários da libras diariamente, devemos tomar cuidado com as traduções literais. Para tanto, devemos levar em consideração as regras de formação de palavras (sinais).
A língua é composta por um sistema de signos que exprimem idéias, e nos traz um significante e um significado. É importante ressaltar que muitas vezes a forma de uma palavra não apresenta nenhuma ligação intrínseca e necessária com o seu objeto de referencialidade. Mas, a construção de novos sinais deve ser cuidadosa, primeiramente procuramos em dicionários de Libras e na comunidade surda para constatar se as palavras já não tinham sinais, se as mesmas não tivessem, partíamos para a construção coletiva, compartilhada com os alunos a partir de sua definição. O fechamento do léxico, nesse primeiro momento, para classes gramaticais e escolas literárias se deu na FENEIS/SP no dia 07 de maio como um encontro com surdos professores de Libras, que referiram perceber nesse momento a busca pela qualidade na educação de surdos, pois quando cursaram o ensino fundamental e ensino Médio não aprendiam por meio da sua Língua.
Diante disso, o texto "formação dos itens lexicais ou sinais a partir de morfemas" da Doutora Lucinda Ferreira Brito (1997, p. 39) e "o processo de formação de palavras" de Quadros e Karnopp (2004, p. 94), são de essenciais para os que necessitam do uso de novos sinais para o ensino-aprendizagem de novos conceitos. Buscando a criação pela Derivação ou por Composição, assim os novos sinais que hora apresentamos foram formados a partir de seus radicais aos quais se juntam afixos ou morfemas gramaticais, pelo processo de derivação. Procuramos também seguir as orientações de Quadros e karnopp (2004, p. 78) ao escrever sobre as restrições de formação de sinais, com relação à condição de simetria e condição de dominância, apontam que:

"As restrições na formação de sinais, derivadas do sistema de percepção visual e da capacidade de produção manual, restringem a complexidade dos sinais para que eles sejam mais facilmente produzidos e percebidos. O resultado disso é uma maior previsibilidade na formação de sinais e um sistema com complexidade controlada." (QUADROS E KARNOPP, 2004, p. 79)

Essa orientação é de suma importância para não se criar sinais com movimentos esdrúxulos e de difícil execução, já que a tendência das línguas é a economia lingüística a redução para a agilidade na compreensão do receptor.

A Língua Brasileira de Sinais nos dá várias possibilidades de criação de novas unidades lexicais a partir de formas já existentes, repetindo ou mudando o movimento na estrutura segmental da forma-base, enquanto mantém as outras unidades - locação, configuração e orientação de mãos - inalteradas. (QUADROS E KARNOPP, 2004, p. 1001)

Cumpre-nos, por fim, expressar nossos agradecimentos à FENEIS e a todos os colegas surdos que colaboraram e se dispuseram em contribuir com a construção desses sinais, principalmente a Regiane Agrela (Associação de surdos de SP), Cristiano koyama (professor da DERDIC) e Moryse Saruta (subcoordenadora do CELES/FENEIS/SP e Professora do IST).


Referências

BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática da língua de Sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995.

BRITO, Lucinda Ferreira. Estruturação de Sentenças em Libras. In: BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Especial. Educação de surdos. Brasília: MEC/SEESP, 1998.
-VOLUME 3 -Língua Brasileira de Sinais)

QUADROS, Ronice Muller; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de Sinais Brasileira: estudo lingüísticos Porto Alegre: Artmed, 2004.

fonte: http://www.institutosantateresinha.org.br/Gramatica/Gram%E1tica%20libras.htm

para saber mais sobre Libras: www.comunicarpib.blogspot.com
www.comunicardicionariolibras.blogspot.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010